No primeiro jogo do Mineirão pela Copa das Confederações, entre Taiti e Nigéria, nesta segunda-feira (17), as ruas da capital mineira foram tomadas por manifestantes que se concentraram em dois pontos da cidade , na Praça Sete, no Hipercentro, e na Igreja São Francisco, na região da Pampulha , e tentam se aproximar do estádio.
A Polícia Militar montou um esquema para isolar o Mineirão. O movimento segue de forma pacífica.
No início da tarde, milhares de pessoas se reuniram no quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro e logo em seguida tomaram a Praça Sete, interrompendo o trânsito das avenidas Afonso Pena e Amazonas. De acordo com os organizadores, são 15 mil manifestantes. A Polícia Militar estima em 2.500 pessoas.
Depois da se concentrarem em grande número, os manifestantes iniciaram caminhada em direção ao Mineirão. Acompanhado pela Tropa de Choque, o grupo, formado por estudantes, policiais civis em greve, entre outros, entoavam gritos e pediam o apoio da população. "Oi torcida, acabou a inércia" e "Sem violência, rumo ao Mineirão".
Mais próximo ao Mineirão, funcionários do Estado da área da educação reuniram-se na Igreja de São Francisco com balões amarelos, cartazes e faixas. Os manifestantes aproveitaram a Copa das Cofederações para reivindicar melhores salários e qualidade de trabalho para a categoria.
Os servidores públicos direcionaram os protestos ao governo de Minas e também atacaram a Fifa, organizadora das copas das Cofederações e do Mundo. "Da Copa eu abro mão. Quero dinheiro para saúde e educação", gritavam em coro.
Os manifestantes tentaram se aproximar do Mineirão, mas foram contidos pela Tropa de Choque e pela Cavalaria Montada. O deputado estadual Rogerio Correa (PT) acompanha a passeata e negocia com os policiais.
(DOL, com informações do site UOL)
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