Retomando um recurso já usado por seu antecessor, a presidente Dilma Rousseff elogiou a atuação do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, paraninfo dos formandos do Itamaraty, e do atual chanceler, Antonio Patriota, e criticou, nas entrelinhas, a política externa dos governos anteriores. “Que nunca mais se repita no Brasil a impossibilidade de se fazer uma política externa independente, num Brasil democrático, com justiça social”, disse a presidente.
A frase foi dita de manhã, diante dos novos formandos do Instituto Rio Branco, Dilma comemorou, ainda, as atuais reservas do Brasil, que chegam a US$ 370 bilhões e ressaltou que agora, em vez de devedor, ele é credor do FMI.
Aos futuros diplomatas a presente lembrou o discurso de posse de Amorim, em 2003, no qual ele disse que a política externa brasileira teria de ser voltada para o desenvolvimento e a paz mundial. “Esta citação mostra, fundamentalmente, como é importante a herança que nós temos a reivindicar. Ela alimenta a política externa do meu governo”. Citou Patriota como o atual executor dessa política.
“Neste caminho que vocês trilharão”, afirmou ainda, “vocês serão Celso Amorins e Patriotas do futuro e serão responsáveis nos próximos 20, 30, 40 anos, pela política externa brasileira”. E emendou: “Sem arrogância, mas com segurança e firmeza, poderão dizer que representam um País que se encontrou consigo mesmo e recuperou sua autoestima e que está pronto a dar sua colaboração decisiva para o mundo de paz, de desenvolvimento, de justiça social, um mundo que tenha de se afastar das guerras e escolher o diálogo e a cooperação como métodos de política externa”.
(Diário do Pará)
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