O protesto contra o aumento do transporte público em São Paulo foi desvirtuado por alguns integrantes na noite desta terça-feira (18): lojas foram saqueadas e queimadas e veículos depredados nas proximidades da prefeitura da capital. O ato que estava concentrado em frente à prefeitura, dividiu-se e parte dos manifestantes deixou o local, dirigindo-se à Avenida Paulista, onde já ocupa todas as faixas da via.
Pelo menos quatro manifestantes foram presos após roubarem um estabelecimento no Brás, Centro de São Paulo. De acordo com a PM, um dos suspeitos foi o mandante do assalto e é conhecido dos funcionários da loja. Alguns aparelhos eletrônicos foram recuperados.
DISPERSÃO
Há muitos manifestantes também na Praça da Sé. A Rodovia Raposo Tavares, que liga a cidade de São Paulo ao interior do estado, também foi bloqueada, mas ainda não se sabe se esse protesto também é contra o aumento das tarifas do transporte público urbano.
Em frente à prefeitura, alguns manifestantes, após tentar, sem sucesso, invadir a prefeitura, destruíram e atearam fogo a um carro da Rede Record. Uma agência do Banco Itaú, próxima à prefeitura, também teve a fachada depredada e todas as vidraças destruídas. Mais cedo, um grupo de ativistas tentou invadir a prefeitura. Os manifestantes ultrapassaram grades de ferro e derrubaram uma porta da entrada do prédio. Houve confronto com a Guarda Civil Metropolitana.
Um grupo de manifestantes fez um cordão humano em frente à prefeitura para tentar evitar mais depredação na sede do Poder Executivo municipal. No entanto, várias vidraças da prefeitura continuaram sendo quebradas.
Além da reivindicação principal, pela redução do preço do transporte urbano, os manifestantes erguem faixas e cartazes com críticas aos gastos excessivos com as obras da Copa do Mundo e pedindo mais recursos para a saúde e a educação.
(DOL, com informação da Agência Brasil e Band)
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