Na terceira semana de manifestações pelo Brasil, 12 capitais de Estado, mais o Distrito Federal, ainda não reduziram as tarifas do transporte público urbano, apesar de protestos e benefícios federais. Em pelo menos três, Salvador São Luís e Belémhouve confrontos. Em Salvador, capital baiana, a redução de tarifa "não está no debate", afirmou o prefeito ACM Neto. O preço da passagem na cidade subiu há um ano, de R$ 2,50 para R$ 2,80, e a manutenção desse valor integrava o plano do atual prefeito, assim como uma nova licitação do sistema de transporte público, programada para este ano. "Agora, estamos concluindo o estudo de readequação do sistema", ressaltou.
Em Maceió, os manifestantes lutam para que a tarifa, de R$ 2,30 seja mantida sem aumentos. As empresas de ônibus querem reajuste para R$ 2,85. Por causa dos protestos, o prefeito, Rui Palmeira, e o governador do Estado, Teotônio Vilela Filho, anunciaram redução de ICMS do combustível e do IPVA para empresas - para compensar um congelamento. Algumas das principais cidades do interior paulista também resistem a diminuir as tarifas. Em Ribeirão Preto, onde se registrou a primeira morte desde o início das passeatas, o aumento de 11,53% dado em janeiro continua em vigor.
(Agência Estado)
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