Alguns jornalistas, principalmente da TV, estão sendo hostilizados por pequenos grupos de manifestantes, durante protesto desta quarta-feira (26), em Belém. Dentre eles, embora chamado de sensacionalista durante um link ao vivo, um repórter se mostrou solidário à causa dos manifestantes em seu depoimento nas redes sociais.
“Hoje, depois de ter sido xingado por um grupo de aproximadamente 15 manifestantes, durante meu ofício jornalístico cobrindo um protesto nos arredores da Prefeitura de Belém, decidi agir de maneira talvez incomum. Esperei minha participação em dois telejornais da emissora onde trabalho terminarem [...] e, de cabeça erguida, parti em direção aos meus agressores. Mas, contrariando a lógica, não agi com agressividade. Declarei minha solidariedade à revolta de meus compatriotas. Expliquei: - assim como vocês, sou insatisfeito com o sistema, o Brasil e nossos governantes!", comentou.
A repórter Gabriela Azevedo, do jornal Diário do Pará, conta que a hostilidade aos repórteres de TV é visível, principalmente porque muitos jornalistas preferem não usar identificação durante as manifestações. "Tem alguns manifestantes mais radicais, que não tem condição de ser entrevistados. Comigo já ocorreu de eu tentar entrevistar um manifestante e ele se negar a conceder a entrevista por não gostar da imprensa, especialmente da TV. Para evitar qualquer atrito, a maioria dos jornalistas evita usar crachás de identificação", explica.
(DOL)
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