A manifestação que reuniu cerca de cinco mil pessoas no centro da capital fluminense, segundo estimativa da Polícia Militar (PM), terminou sem qualquer registro de tumulto. Os manifestantes saíram em passeata da Candelária até a Cinelândia. Eles fizeram o percurso pela Avenida Rio Branco, que foi bloqueada ao tráfego de veículos. Da Cinelândia, as pessoas que participavam do protesto seguiram pela Avenida Presidente Antonio Carlos até a Rua da Assembleia, onde fica a sede da Federação de Transportes do Rio de Janeiro. Em nenhum momento houve ocorrência de vandalismo.
O esquema de policiamento montado foi maior que o da manifestação anterior. De acordo com a PM, foi usado um efetivo de 1.400 homens, distribuídos estrategicamente pelas principais ruas e avenidas do centro da cidade. Cerca de 200 militares protegeram o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Durante a passeata, os manifestantes portavam cartazes com frases contra os gastos na reforma do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Eles criticavam o estado precário das áreas de saúde e educação, caso da engenheira química Cristiane Passos. "Este tipo de manifestação é muito válida e já deveria estar ocorrendo há muito tempo. A diferença entre classes sociais no país é gritante. Não há investimento em políticas sociais, vide situações de violência muito banais. A gente tem que continuar nas ruas, com objetivos bem mais claros", disse.
(DOL, com informações da Agência Brasil)
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