Já está preso o deputado Natan Donadon, de Rondônia. Ele se entregou à polícia 48 horas depois de o STF ter confirmado sua pena: 13 anos, quatro meses e 10 dias. Até quinta-feira (27), Natan era um deputado invisível, mas hoje, tornou-se um marco histórico. Na Câmara, em uma década de mandato, Natan não deixou vestígio de produção legislativa relevante. Na prisão, inaugura uma fase que pode ser revolucionária.
Desde a promulgação da Constituição de 1988, Natan é o primeiro parlamentar encarcerado em pleno exercício do mandato. Natan, entre 1995 e 1998, ajudara a desviar R$ 8,4 milhões das arcas da Assembleia Legislativa de Rondônia. Foi condenado pelo Supremo em 28 de outubro de 2010, recorreu e teve o julgamento adiado dez vezes.
Durante as manifestações em todo o Brasil, o recurso de Natan materializou-se na pauta de julgamentos do STF e foi indeferido. Expediu-se, então, a ordem de prisão e, tão logo, a Câmara abriu o processo de cassação.
Se a moda de prender corruptos e corruptores pegar, as próprias empreiteiras terão interesse em aperfeiçoar os projetos das cadeias. Pioneiro dos novos tempos, Natan pode antecipar-se.
No gabinete 239 da Câmara, não produziu nada digno de nota. Na cela, enquanto aguarda pela implantação das melhorias, Natan pode elaborar um projeto de medidas provisórias. Sugere-se que comece pelas sugestões de aperfeiçoamento do cardápio dos detentos.
(DOL com informações do site UOL)
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