O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal e a Associação Brasiliense de Médicos Residentes promoveram um ato, nesta sexta-feira (28), em prol da saúde pública e contra a contratação de médicos estrangeiros sem a revalidação de diplomas.
A manifestação foi uma resposta ao anúncio feito pela presidente Dilma Rousseff em pronunciamento feito na segunda-feira (24), sobre a contratação de médicos estrangeiros para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), uma das medidas anunciadas em resposta às manifestações que ocorrem no país.
As associações de médicos querem que os estrangeiros passem por um processo de revalidação dos diplomas. “Nosso ponto de vista é muito claro. Considerando-se que 90% deles foram reprovados nos últimos anos, significa que, de cada dez médicos estrangeiros, nove não têm condições de exercer a medicina no Brasil. Isso coloca em risco diretamente a assistência à população”, disse o presidente da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse durante pronunciamento que é preciso formar mais médicos no país e que a contratação de médicos estrangeiros será uma alternativa. “O Brasil precisa de mais médicos, e mais médicos especialistas como pediatras, psiquiatras, anestesiologistas”, disse. Em entrevista coletiva, o ministro anunciou a abertura de 12 mil vagas de residência médica até 2017.
(DOL, com informações da Agência Brasil)
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