Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio participaram, na manhã deste domingo (30), de uma reunião com o comandante geral da Polícia Militar fluminense, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, no quartel-general da corporação, no centro do Rio de Janeiro.
No encontro, foi decidido que as duas entidades, além dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, vão acompanhar de dentro do Centro de Controle Móvel da PM a operação da corporação nas manifestações programadas para esta tarde nas imediações do Maracanã, onde vai ocorrer a final da Copa das Confederações às 19h. O centro, que funcionará dentro de um carro-comando do Batalhão de Choque, ficará estacionado nas proximidades do estádio, e receberá imagens de câmeras para auxiliar na tomada de decisões.
"A reunião foi bastante positiva. Vamos participar como observadores e fiscalizadores da ação da polícia. Como há várias ruas de acesso ao Maracanã, seria impossível que colocássemos um representante nosso em todos esses pontos. Por isso vamos acompanhar a tomada de decisões da PM de dentro do centro de controle móvel, de onde a operação será coordenada. No entanto, a OAB também terá advogados nas ruas, identificados com botons da entidade, para fiscalizar in loco a atuação da polícia", explicou Marcelo Chalreo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ.
"Talvez a operação deste domingo seja o embrião de um controle social permanente das operações da Polícia Militar do Rio", comemorou Wadih Damous, conselheiro federal da OAB, ex-presidente da Seção Rio da entidade, e presidente da Comissão Estadual da Verdade.
(Agência Estado)
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