As ações da empresa pretoleira OGX, do empresário Eike Batista, tiveram uma queda de 39% nesta segunda-feira (1) após a instituição anunciar a suspensão das operações em três campos de petróleo e a interrupção da construção de cinco plataformas.
A empresa também citou novas interpretações de dados geológicos para informar que não vai mais investir nos campos Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, onde as novas plataformas da OSX – também controlada por Eike – iriam operar.
A OGX afirmou que não fará novos investimentos nos poços marítimos da empresa (OGX-26HP, OGX-68HP e TBAZ-1HP), todos em Tubarão Azul, por problemas operacionais sofridos, que fizeram com que a produção marítima caísse de 13,2 mil barris de petróleo por dia em janeiro, para 1,8 mil barris por dia em abril, recuperando-se a 6,8 mil barris por dia em maio.
A OGX vai destinar US$ 449 milhões para a OSX, para a construção de duas plataformas que operarão no campo Tubarão Martelo. A empresa OGX fechou março com US$ 1,15 bilhão em caixa e com o dinheiro pago à OSX irá reduzir o caixa em US$ 700 mi. Essa redução de caixa e a queda na produção motivaram a derrubada das ações da empresa e de papéis de outras empreas de Eike Batista na Ibovespa.
PLANOS
A OGX pretende que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) faça uma revisão do plano de desenvolvimento da empresa para os poços de Tubarão Azul.
Na última sexta-feia (28), a agência de classificação Fitch reduziu as notas de crédito da OGX. As de curto prazo passaram de "B-" para "CCC", ao mesmo tempo que as de longo prazo foram rebaixadas de "BB+" para "CCC". As notas representam grande chance de inadimplência.
(DOL, com informações do Correio do Brasil)
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