Ainda que o grupo de trabalho da Câmara cumpra a promessa e apresente uma proposta de reforma política em 90 dias, as novas regras vão demorar a entrar em vigor. Na primeira reunião da comissão, ontem, os deputados defenderam a aplicação das mudanças somente a partir das eleições de 2018.
“Ao discutir um ou dois temas, poderemos fazer uma experiência nas eleições municipais [de 2016] e ver se continua nas próximas eleições”, afirmou o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), coordenador dos trabalhos.
A decisão enfrenta divergências. “Tudo bem que não valha para 2014, mas também não precisa ser só para 2018”, reclamou o deputado Sandro Alex (PPS-PR), alertando que o longo prazo pode tornar a proposta desacreditada. Nem bem começaram, os trabalhos já serão suspensos e retomados apenas na volta do recesso branco, em agosto, quando a comissão fará audiências públicas ouvindo representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), centrais sindicais, CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
Insistência
A presidente Dilma Rousseff voltou a defender ontem a organização de um plebiscito da reforma política para valer nas eleições do ano que vem.
O PT estabeleceu o dia 10 de agosto como prazo limite para apresentar o decreto legislativo convocando a consulta popular.
Duas propostas serão tratadas com prioridade: o fim do sigilo bancário das contas de campanha e a fixação de um teto para as despesas eleitorais.
As informações são do Metro Brasília.
(DOL)
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