A maioria dos prefeitos do país não quer saber de reeleição. Se depender deles, o mandato será de seis anos e as campanhas serão financiadas por dinheiro público. Este é o resultado da pesquisa feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com 674 gestores municipais, entre os quais 622 prefeitos e prefeitas, durante a XVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
Os prefeitos também acham que deve haver um limite de reeleição para os parlamentares. No item que trata da reeleição para cargos executivos (presidente da República, governador e prefeito), 39,5% indicaram que o instituto da reeleição deve ser mantido e 60,5% manifestaram posição contraria.
Sobre a reeleição por prazo indefinido de senadores, deputados federais e estaduais e vereadores, 73,3% dos consultados defendem que deve haver um limite e os outros 26,7% optaram pela manutenção da regra atual.
Quanto à duração do mandato para cargos do executivo, a maioria dos pesquisados (53,3%) indicou que 6 anos é o tempo que deveria durar o mandato. Outros 37% indicaram que o período ideal seria de 5 anos e, 9,7% indicou 4 anos.
Na discussão sobre o sistema a ser adotado para eleger deputados o voto distrital permanece com a preferência com 42,4% dos entrevistados, seguido de perto com o sistema atual - voto proporcional - com 40,7%. O voto distrital misto recebeu 8,5%, outras formas com 4,8% e somente 3,5% indicaram a lista fechada como sendo de sua preferência.
Os prefeitos também defendem a coincidência de mandatos, que obteve 83,5% da preferência dos participantes da Marcha. Somente 16,5% indicaram que deve ser mantido o sistema atual. Hoje temos eleições a cada dois anos. As criticas sobre estes processos é que acarretam custos excessivos para realizar eleições.
Outro questionamento foi, se um cidadão deveria poder se candidatar sem estar vinculado a partidos? Isso é o que defende, por exemplo, o presidente do STF, Joaquim Barbosa. Nos Estados Unidos, essa também é uma possibilidade. Os defensores consideram que é preciso abrir espaço para outras formas de representação política que não são contempladas em partidos políticos.
(Diário do Pará)
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