A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) encomendada ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) divulgada ontem apontou o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, como o mais bem avaliado entre os 11 Estados da sondagem. Campos teve gestão avaliada como ótima ou boa por 58% da população do Estado. Em segundo lugar, com 41% de avaliação ótima ou boa, aparece o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), seguido pelos do Ceará, Cid Gomes (PSB), com 40%, e, em seguida, o de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB), com 36%.
CABRAL
Alvo de constantes protestos nas proximidades de sua casa e no momento em que o Estado recebe a visita do Papa Francisco, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), é o chefe de Executivo estadual tem a pior avaliação em todas as perguntas feitas na pesquisa CNI/Ibope. Último entre 11 estados avaliados, somente 12% dos entrevistados consideraram o governo estadual ótimo ou bom.
Na sondagem, Cabral recebeu a pior nota entre todos os estados avaliados e os poderes públicos. Ele tirou dois, numa escala de zero a 10, embora a nota média nacional tenha sido 3,6. A título de comparação, a presidente Dilma Rousseff tirou nota em nível nacional duas vezes maior que ele, quatro, e, fazendo um recorte apenas no Rio de Janeiro, 2,7.
FINANÇAS
Ao todo, também campeão do indicador, 60% dos entrevistados no Rio consideraram que o Estado dispõe de dinheiro suficiente para prover os serviços públicos contra 35% daqueles que consideram necessária a ajuda federal. A média nacional dos pesquisados é que 42% consideram que seu respectivo estado tem verba suficiente e outros 51% acreditam ser necessário um apoio do governo federal.
Para 87% dos entrevistados, o governador fluminense e seus secretários utilizam mal ou muito mal os recursos públicos. Mais uma vez recordista, Cabral fica a 13 pontos percentuais acima da média nacional.
O gerente-executivo da pesquisa CNI, Renato Fonseca, afirmou que não dá para saber se Cabral vai se recuperar.
(Agência Estado)
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