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“Candelária nunca mais”, diz o papa a jovens

Na presença de cinco jovens infratores brasileiros, o papa Francisco fez um alerta forte contra a violência da polícia no Brasil. “Candelária nunca mais”, declarou o papa diante dos menores internados em instituições no Rio. No encontro no Palácio São Joa

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Na presença de cinco jovens infratores brasileiros, o papa Francisco fez um alerta forte contra a violência da polícia no Brasil. “Candelária nunca mais”, declarou o papa diante dos menores internados em instituições no Rio. No encontro no Palácio São Joaquim, os jovens explicaram ao papa sua situação e Francisco teria se emocionado.

Segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, os cinco deram ao papa um rosário gigante, com os nomes de cada um dos oito jovens e crianças mortos por policiais há 20 anos, em 23 de julho de 1993, no episódio que ficou conhecido como Chacina da Candelária.
Mais de 70 crianças e jovens dormiam na área da Candelária na madrugada de 23 de julho de 1993, quando os carros com PMs chegaram.

Quatro foram executados ali mesmo. Um foi assassinado ao tentar fugir. Outro morreu dias depois, internado. Dois foram levados até o Aterro do Flamengo e assassinados. Seis tinham de 11 a 17 anos; havia um de 18 e outro de 19.

CONFISSÃO
Sorteados entre 290 mil pessoas, três brasileiros, um venezuelano e um italiano se confessaram com o papa Francisco na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio. Ao final do encontro, um dos peregrinos definiu Francisco como o “santo padre do povão” e outro disse que a “humildade brota dos olhos dele”.

Ao receber a notícia de que se confessariam com o membro mais importante da Igreja, a maioria deles pensou que se tratava de um trote, segundo o padre Leonardo Lopes de Souza, que participou da organização do evento. A recomendação era que cada um passasse três minutos com Francisco.

O funcionário público Antônio Luís de Amorim, de 21 anos, diz que ficou sabendo há dois meses que se confessaria com o papa Francisco. Mas uma das regras impostas era de que ele não contasse para ninguém. “Foi uma alegria, mas uma alegria contida. Nem minha mãe sabia”, conta o rapaz, que veio de Cuiabá (MT). Segundo ele, a confissão foi rápida, de apenas dois minutos, mas “inesquecível”.
Renan Sousa, de 22 anos, conta que estava muito ansioso. “Ele realmente é o santo padre do povão. Me sinto totalmente renovado e pronto para caminhar”, disse Renan, que veio do Ceará.

Para o estudante Wellington de Melo, de 23 anos, os momentos que passou com o papa foram “esplendorosos”.

(Agência Estado)

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