O Ministério do Planejamento exonerou ontem a superintendente de Patrimônio da União no Distrito Federal, Lúcia Helena de Carvalho, por suspeita de envolvimento em fraudes na demarcação de terras públicas. A decisão foi tomada após a Pasta receber relatório da Operação Perímetro, da Polícia Federal, que indiciou a servidora por suposta participação em esquema para beneficiar particulares interessados em área avaliada em R$ 380 milhões.
De acordo com o inquérito da operação, deflagrada em dezembro do ano passado, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) no DF emitiu laudos fraudulentos que levaram a Justiça Federal em São Paulo a rever desapropriação e retificar registro de imóvel na região de Vicente Pires, nas imediações de Brasília, devolvendo aos antigos donos a propriedade de um terreno de 344 hectares.
A defesa de Lúcia, ex-deputada pelo PT, nega a participação da servidora em fraudes e diz que a PF errou. Além dela, o Planejamento exonerou também, por meio de portaria publicada nesta terça no Diário Oficial da União (DOU), o chefe da Divisão de Identificação e Fiscalização da SPU no DF, João Macedo Prado. Ele não foi localizado pelo Estado.
A história que levou à demissão dos dois remonta aos primórdios de Brasília. Cobiçada por gigantes do setor imobiliário, a área de Vicente Pires é uma antiga fazenda de Eduardo Dutra Vaz, desapropriada na época da construção da cidade. O governo o indenizou por 1.807 hectares, mas em 2007, ano em que Lúcia assumiu o cargo na SPU, constatou-se um suposto erro na medição, a partir de dados de satélite.
(Agência Estado)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar