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R$ 6 bi em emendas não pararão derrubada de vetos

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmou ontem, em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a decisão da presidente Dilma Rousseff de liberar R$ 6 bilhões até o fim do ano em emendas

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O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmou ontem, em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a decisão da presidente Dilma Rousseff de liberar R$ 6 bilhões até o fim do ano em emendas parlamentares ajuda a distensionar a relação com o Congresso Nacional, mas advertiu que sozinha a ação não resolverá eventual derrubada de vetos presidenciais. Após um recesso branco, o Legislativo retoma os trabalhos nesta quinta-feira, 1º, e, no dia 20, deve apreciar pelo menos seis vetos que, se derrubados, podem causar um impacto de no mínimo de R$ 6,2 bilhões aos cofres públicos até o final de 2014.

“Eu acho que é um movimento positivo, correto por parte do governo, mas isso é só uma etapa no processo de aproximação. Isso (a liberação de emendas) é mais efetiva na Câmara dos Deputados, já que no Senado a relação é mais complexa”, disse o líder do governo. Para ele, o Executivo precisa conversar mais com os parlamentares da base aliada.

Antes do recesso parlamentar, o Legislativo decidiu que todos os vetos a iniciativas legislativas têm de ser apreciados em sessão do Congresso em até 30 dias em votação secreta sob pena de trancarem a pauta. Eduardo Braga afirmou que há “alguns vetos” que tiveram amplo apoio dos parlamentares quando tramitaram no Congresso. Sem querer mencionar quais, o líder governista reconheceu que há vetos a essas propostas com riscos reais de caírem no Parlamento.

FALA CUNHA

Apesar de louvar o gesto pessoal da presidente, o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), lembrou que liberação de emendas faz parte de um conjunto de ações que precisam ser melhoradas, entre elas a articulação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso. “A articulação política, que é deficitária, precisa ser mudada. Não é só isso (liberação de emendas) que vai resolver. Deputado aqui não vai deixar votar ou deixar de votar só porque recebeu ou deixou de receber emenda”, disse.

Cunha lembrou que a sistematização da liberação de emendas vai ser definida a partir da aprovação do Orçamento Impositivo, projeto que está em discussão na Casa e deve ir à votação em plenário já em agosto, para o desgosto do governo. “O Congresso vai resolver isso no Orçamento Impositivo. É justamente por essa demora e pelo tipo de forma que isso (liberação dos recursos) foi feito até hoje, não só por ela (Dilma), mas por todos os governantes. É uma bandeira do Henrique (Eduardo Alves, presidente da Casa) de eleição”, afirmou.

(Agência Estado)

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