O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, participou, nesta sexta-feira (2), de uma reunião com dirigentes de instituições federais de ensino superior, em Belém, durante o segundo dia de programação da CXXIII Reunião Ordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que acontece no Campus da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Mercadante falou do Programa Mais Médicos, o qual prevê a supervisão de instituições públicas de ensino aos médicos participantes. Destacou também o aumento na oferta de vagas nas universidades e as necessidades de Educação no país.
Mercadante relatou que um dos pontos que estavam sensíveis no debate com os dirigentes era o acréscimo de dois anos nos cursos de graduação em medicina, o chamado segundo ciclo. Com a desistência da proposta e a intenção de acrescentar a residência universal ao final do curso, o ministro diz que ouviu manifestações positivas de reitores.
“Isso acho que remove uma das dificuldades que tínhamos nas universidades e vários reitores deram depoimentos nessa direção”, disse ao deixar a reunião do conselho pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Sobre o Mais Médicos, Mercadante citou que a adesão das instituições é fundamental para garantir qualidade aos serviços prestados pelos médicos do programa. “Para isso precisa da universidade e senti uma grande sensibilidade dos reitores que vão aprofundar os debates com suas comunidades”, disse.
Lançado em julho, por medida provisória, o Programa Mais Médicos tem a meta de levar profissionais para atuar durante três anos na atenção básica à saúde na periferia das grandes cidades e em municípios do interior. Para isso, o Ministério da Saúde pagará bolsa de R$ 10 mil. O programa também prevê a possibilidade de contratar profissionais com diploma estrangeiro para trabalhar nesses locais, caso as vagas não sejam totalmente preenchidas por brasileiros.
NÚMEROS
Mercadante abriu o encontro com a apresentação do quadro de evolução da educação brasileira. De acordo com os dados apresentados, na última década foi registrado um aumento de 150% na oferta de vagas na graduação e 179% na pós-graduação, por meio do Programa Reuni. Ele citou, ainda, a implantação da política de cotas e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como medidas importantes para o acesso de estudantes de escolas públicas às universidades federais.
O ministro comentou a questão do Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) de Melgaço, localizado no arquipélago do Marajó (PA), onde os problemas da educação foram um dos principais fatores que levaram a cidade a apresentar o menor índice do país. Mercadante disse que algumas medidas já estão sendo tomadas para reverter o quadro de cidades como Melgaço, como reuniões com os poderes estaduais e municipais.
(DOL com informações da Agencia Brasil e UFPA)
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