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Assalariados contestam menos de 7% de reajuste

O Governo Federal está pleiteando um novo reajuste no salário mínimo do Brasil, hoje de R$ 678, para R$ 722,94 em janeiro de 2014. De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o Projeto de Lei Orçamentária prevê um acréscimo de 6,53% sobre o

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O Governo Federal está pleiteando um novo reajuste no salário mínimo do Brasil, hoje de R$ 678, para R$ 722,94 em janeiro de 2014. De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o Projeto de Lei Orçamentária prevê um acréscimo de 6,53% sobre o valor atual. Em contra partida, o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, enviou à Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe reajustar em 9,26% os salários dos ministros.

Cerca de 40% dos trabalhadores do Pará recebe até um salário mínimo para viver em um Estado que possui um custo de vida elevado. Segundo o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicos (Dieese/Pará), em julho deste ano, o salário suficiente para suprir as necessidades básicas das famílias paraenses, como alimentação, educação, moradia, saúde, vestuário, higiene, transporte, lazer e outros, deveria ter sido de R$ 2.750,83.

No mesmo mês, a cesta básica custava R$ 299,07, apesar de diversos itens terem apresentado redução de preço, como o tomate, a farinha de mandioca, o feijão, a manteiga e o óleo de cozinha. Para garantir a alimentação de uma família composta por até quatro pessoas, seria necessário R$ 897. De acordo com balanço nacional do Dieese no mês de julho, Belém foi a 6ª capital do país com o maior custo de alimentação.

O reajuste previsto pelo governo para o salário mínimo representa um acréscimo de pouco mais de R$ 44 nos atuais R$ 678. Já no STF, se aprovado o projeto de lei, os salários dos ministros passarão de R$ 28 mil para R$ 30.658,42 a partir de 1º de janeiro de 2014.

A equipe de reportagem do DIÁRIO foi às ruas para conferir a opinião da população paraense sobre os reajustes. “O salário mínimo não é justo, porque cada vez que eles aumentam, tudo também aumenta de preço. E não concordo com o aumento pros ministros. Fora o salário, eles recebem por tudo o que fazem. Então não deveria aumentar o salários deles, porque já é um absurdo”, reclama o entregador de mercadorias, Pricilo José, 26.

O aposentado Osmar Otávio, 72, também criticou a previsão de aumento dos salários dos ministros. “Se continuar assim vou ser candidato a vereador. Os ministros estão ganhando muito. E cada reunião eles ganham por fora e o trabalhador que faz hora extra ganha uma mixaria. O reajuste deles é mais do que o salário mínimo”, disse.

A dona de casa Aldezira Avelar, 53, também opina sobre o assunto. “Comparando o trabalho deles perto de um pedreiro que trabalha muito, por exemplo, eles não fazem quase nada, só viajam. Esse valor de aumento deles, deveria ser do trabalhador”, afirma.

“Não é justo. O trabalha 8 horas por dia, em pé, para ganhar uma comissão ou só um salário e pronto? Se aumentasse pra esse valor (R$ 722), mas não aumentasse as coisas que a gente compra até que dava. Mas junto com o salário tudo aumenta”, declara o açougueiro Elias Barbosa, 55.

(Diário do Pará)

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