Manifestantes fizeram um protesto em frente às sedes da Alstom e da Siemens, em São Paulo. As duas multinacionais são apontadas como integrantes do cartel em licitações do Metrô e da CPTM.
O governador Geraldo Alckmin e o PSDB, partido que está no comando do Palácio dos Bandeirantes desde 1995, também foram alvo do protesto. Além de cartazes com a foto do atual mandatário, havia as de seus antecessores, os tucanos Mario Covas e José Serra.
Organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e pelo Levante Popular da Juventude, o protesto teve apoio do Movimento Sem Terra (MST). O Sindicato dos Metroviários e o Movimento Passe Livre, no entanto, optaram por não participar da manifestação.
Como o Grupo Estado revelou em 23 de agosto, a carta que levou o Ministério Público investigar as irregularidades cometidas pela Siemens em licitações no sistema metroferroviário cita "práticas ilícitas" não só nos transportes, mas também nos setores de energia e de equipamentos médicos da empresa. Foi isso que levou o MAB a protestar nesta quarta.
A passeata teve início por volta das 10h na Marginal Tietê.
(AE)
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