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Restos mortais podem ser de líder camponês

Uma equipe de peritos da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal faz desde a manhã de desta terça-feira (24), no Cemitério Campo da Esperança, a exumação dos restos mortais que podem ser do líder camponês maranhense Epaminondas Gomes de Oli

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Uma equipe de peritos da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal faz desde a manhã de desta terça-feira (24), no Cemitério Campo da Esperança, a exumação dos restos mortais que podem ser do líder camponês maranhense Epaminondas Gomes de Oliveira. Ele foi membro do Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT), organização derivada da Ação Popular, e morreu aos 68 anos, sob a custódia do Exército, em 20 de agosto de 1971.

De acordo com os peritos, o procedimento é complexo porque sobre a cova, identificada por membros da Comissão Nacional da Verdade, que coordena a exumação, nasceu um pé de pequi. A equipe escorou a árvore em outras próximas para evitar a danos. Todo o trabalho, autorizado pela família, está sendo acompanhado por dois netos do camponês e só deve ser concluído, segundo os peritos, no fim do dia.

Segundo um dos netos do camponês, Epaminondas de Oliveira Neto, a família foi informada por autoridades da época que ele havia morrido em Brasília, estava enterrado em um cemitério da cidade e que, caso desejasse, deveria buscar o corpo. Ao mesmo tempo, conforme Epaminondas Neto, exigiram que a abertura da urna só fosse feita depois de cinco anos. No atestado de óbito, apresentado por ele, consta que a morte foi em decorrência de anemia e insuficiência renal. Caso se comprove que a ossada enterrada no local é do camponês, a família pretende levá-la para o Maranhão e fazer um novo sepultamento.

O gerente de projeto da Comissão Nacional da Verdade, Daniel Lerner, explicou que só será possível saber se os restos mortais são mesmo do camponês em 20 dias. "Para isso, será necessário colher material genético dos filhos de Epaminondas que estão no Maranhão, porque aqui só tem os netos e a chance de acerto é maior se forem comparados os materiais dos filhos", explicou.

O perito médico legista do Instituto de Medicina Legal da Polícia Civil do Distrito Federal Aluísio Trindade Filho explicou que, após encontrados os restos mortais, todo o material será analisado no laboratório de antropologia da instituição. Ele acredita que os primeiros resultados, incluindo a possível constatação da prática de tortura, serão conhecidos em até três meses. (DOL com informações da Agência Brasil)

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