A redação do texto final do plano de cargos e salários dos professores do município do Rio de Janeiro foi aprovado nesta terça-feira (1º). A votação ocorreu sob fortes protestos dentro e fora do Palácio Pedro Ernesto.
Os servidores da Educação entraram em confronto com policiais militares. Bombas de gás foram jogadas contra eles.
A categoria alega que o texto foi elaborado sem a participação dos professores, e por isso não contempla as reivindicações do setor. Os docentes e os outros manifestantes não puderam assistir à votação na Câmara.
Iniciada às 18h05 de hoje, a sessão extraordinária foi suspensa quinze minutos depois, quando o vereador Leonel Brizola Neto (PDT) invadiu o plenário, subiu e pulou a mesa da presidência.
O parlamentar começou a discutir com o presidente, Jorge Felippe (PMDB), mas foi rapidamente contido por vários outros vereadores. Brizola Neto chegou a gritar "está encerrada a sessão, sessão agora só na terça-feira que vem". Foi vaiado pelos colegas que estavam no plenário. Aos parlamentares que tentaram retirá-lo à força, ele gritou: "Me prende!" E então sentou-se no chão.
Do lado de fora, pelo menos seis pessoas foram detidas no ato. Manifestantes foram feridos e acusaram a PM de agir com truculência.
(DOL com informações da Agência Estado)
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