A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de Amapá (CPAP), afirmou através de nota que a embarcação “Capitão Reis I” navegava com lotação permitida quando naufragou durante o Círio Fluvial da cidade, na manhã deste sábado (12). O acidente deixou pelo menos 12 mortos e seis desaparecidos e, segundo os sobreviventes, houve, sim, superlotação.
De acordo com as informações oficiais, a embarcação afundou por volta das 11h nas proximidades do igarapé das Pedrinhas, na orla de Macapá-AP. O barco estava inscrito na CPAP, com capacidade para transporte de três tripulantes e 40 passageiros.
Às 7h30 deste sábado, após ser vistoriada pela Capitania, a embarcação desatracou do Porto do Grego para acompanhar o Círio Fluvial de Santana-Macapá. Por volta das 10h40, após o término do evento, iniciou o regresso para Santana e nas proximidades do igarapé das Pedrinhas naufragou.
Segundo a CPAP, alguns tripulantes e passageiros do barco foram resgatados pelas demais embarcações que também retornavam do Círio Fluvial. Algumas pessoas ficaram presas no interior da embarcação. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBMAP) foram acionados para auxiliar o salvamento.
O proprietário e o comandante da embarcação não sobreviveram. A CPAP informou ainda que permanece com uma lancha no local, juntamente com os Bombeiros, buscando os desaparecidos.
Um inquérito de Acidentes e Fatos da Navegação foi instaurado com intuito de apurar as causas do naufrágio, com prazo de conclusão em 90 dias.
(DOL com informações da Marinha do Brasil)
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