A presidente Dilma Rousseff afirmou que as alegações de combate ao terrorismo por parte da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, do original em inglês) são usadas como "álibi" para uma "guerra cibernética". Segundo a presidente, a espionagem de governos, empresas e cidadãos de diversos países por parte do governo norte-americano é "inadmissível" e é necessária a criação de um marco internacional da internet para garantir que a rede seja um "espaço democrático" protegido contra a violação de diretos civis.
Em entrevista à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, a presidente lembrou que a espionagem do governo norte-americano monitorou comunicações dela, além de outros chefes de Estados, como a primeira-ministra alemã, Angela Merkel. Para a petista, um marco "multilateral" para a "governança internacional" da internet é uma forma de garantir a "efetiva proteção" de dados e a "privacidade dos cidadãos e das empresas". "Para impedir qualquer argumentação de combate ao terrorismo, que não cabe nem no meu caso e acredito que não caiba também no caso da violação da primeira-ministra Angela Merkel, impedir que isso seja usado como um álibi para a guerra cibernética", disse.
(AE)
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