As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorrem neste fim de semana. No Brasil inteiro, são 7.173.574 candidatos, 2 milhões de candidatos a mais do que em 2012. A poucas horas do início das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os mais de 7,1 milhões de candidatos devem separar o material que precisam levar e garantir que estão com o endereço do local de prova. O horário merece atenção especial.
Os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília. Em 18 estados, o horário está diferente do da capital federal e os estudantes precisam acertar o relógio. É bom lembrar que nos fins de semana é menor o número de ônibus, trem e metrô circulando.
Para fazer a prova, é preciso apresentar documento de identidade com foto e ter em mãos uma caneta preta, revestida com material transparente, para preencher o cartão de respostas. Hoje, serão aplicadas as provas de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e de ciências da natureza (química, física e biologia). No total, serão 90 questões e o estudante terá quatro horas e 30 minutos para fazer a prova e preencher o cartão de respostas.
Não é permitido ficar com aparelhos eletrônicos ligados durante a prova. Quem levar qualquer eletrônico, como celular e tablet, terá que guardar em um porta-objetos lacrado que ficará debaixo da carteira. O mesmo vale para materiais como lápis, livros e apostilas. Também não é permitido usar óculos escuros, boné, chapéus, gorros ou
viseiras.
O estudante só pode deixar o local de prova duas horas após o início do exame e 30 minutos antes do término do horário poderá sair com o caderno de provas. Quem descumprir essas regras será eliminado.
OPERAÇÃO
A aplicação do Enem envolve uma gigantesca e sofisticada logística, com obsessão por segurança. Um dos desafios é o tamanho do exame, que bateu recorde de inscritos neste ano: 7,17 milhões, o equivalente à população de um país como Israel, espalhados em 1.661 municípios. Orientado pela Polícia Federal e por uma empresa privada de gestão de risco, o Ministério da Educação mapeou pontos vulneráveis.
As provas ficaram prontas em julho. Foram impressas numa gráfica de segurança máxima, onde, em tese, nem os funcionários conseguem ler as páginas durante a impressão. Depois disso, permaneceram numa unidade do Exército, antes de seguir para quartéis nos estados. Por questão de segurança, só no sábado e no domingo serão distribuídas nos 15,5 mil locais de aplicação do exame.
A elaboração das provas é uma etapa cercada de sigilo. A ideia é que ninguém saiba exatamente quais serão as 180 questões que cairão no teste. Comissões de especialistas fazem uma triagem inicial, selecionando um número maior do que o necessário. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do MEC, é o órgão responsável pelo Enem. Uma vez que os 180 itens são definidos, um funcionário do Inep vai à gráfica, acompanhado por agente da Polícia Federal, e entrega as questões em meio eletrônico criptografado.
Tamanha cautela tem motivo. Em 2009, quando o Enem foi reformulado e passou a substituir vestibulares em universidades federais, um caderno de questões foi furtado na gráfica, levando o ministério a adiar o exame. Em 2010, houve erros de impressão. Em 2011, houve vazamento de questões numa escola do Ceará, em fase anterior à elaboração da prova. A edição do ano passado foi a primeira a não tropeçar em falhas desse tipo. Tanto que o atual presidente do Inep, Luiz Claudio Costa, será o primeiro dirigente do órgão a comandar duas edições do Enem, após a reformulação.
Hoje, o Enem é usado na seleção de universidades, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), e de programas federais, como o Prouni (que dá bolsas em universidades particulares) e o Ciência Sem Fronteiras (que dá bolsas no exterior).
(Diário do Pará e agências)
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