O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, negou haver conotação política na cobrança de R$ 13,8 milhões que o governo federal faz ao porto de Suape, administrado pelo Estado de Pernambuco, sob o comando de Eduardo Campos (PSB). “Não esperem nunca de nós nenhum ato persecutório ou discriminatório em relação a outro candidato”, afirmou Carvalho, durante evento em São Paulo.
Setores de controle do Palácio do Planalto apontam problemas no uso de dinheiro federal em obras do porto pernambucano no início de 2011. A cobrança da devolução do dinheiro, porém, ocorreu só agora, neste mês de outubro, após Campos deixar a base de sustentação da presidente Dilma Rousseff e entregar os cargos que o PSB ocupava em Brasília. “Seria muito pequeno qualquer ato de persecução ao Eduardo”, disse Carvalho.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência ressaltou que o processo em relação a Suape precisou ser analisado pelo Tribunal de Contas da União e pela Controladoria-Geral da União antes que o governo tomasse providências.
Os órgãos de controle federais apontaram haver sobrepreço em uma obra de dragagem no porto na qual o governo federal tinha participação. Primeiro, o valor apontado foi de R$ 42 milhões. Ao fim, chegou-se ao número de R$ 13,8 milhões.
Também em São Paulo ontem, Campos não quis entrar em polêmica.
(Agência Estado)
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