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'Farei substituições', afirma Dilma

A presidente Dilma Rousseff sinalizou ontem, em Lima, no Peru, que na reforma ministerial que deverá fazer no início do ano que vem não irá só substituir os atuais ministros por secretários executivos das pastas.  Ao ser indagada se essa seria a linha da

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A presidente Dilma Rousseff sinalizou ontem, em Lima, no Peru, que na reforma ministerial que deverá fazer no início do ano que vem não irá só substituir os atuais ministros por secretários executivos das pastas.

Ao ser indagada se essa seria a linha da reforma ministerial, Dilma respondeu rapidamente: “Não, não. Eu vou fazer substituições”. A presidente, porém, não quis dar maiores explicações sobre quais seriam as mudanças.

Dilma confirmou também, na conversa, que a reforma ministerial é algo “muito provável” de ocorrer no mês de janeiro.

Ela fez as breves declarações em um contato com repórteres durante o qual evitou comentários sobre assuntos internos do Brasil. O diálogo ocorreu após a assinatura de acordos comerciais entre Brasil e Peru.

Foi a pé

Depois do encontro diplomático, Dilma saiu a pé do palácio do governo do Peru e seguiu até a prefeitura pela Praça das Armas, no centro histórico de Lima, percorrendo menos de 200 metros.

Ao chegar à prefeitura, viveu momentos de teste de sua popularidade. Alguns brasileiros que estavam na lateral do prédio mostraram a bandeira do Brasil. Ela foi até eles, posou para fotos e deu autógrafos.

Integração

Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e do Peru, Ollanta Humala, defenderam a necessidade de aprofundamento da integração entre os dois países, além do aumento das trocas comerciais e parcerias estratégicas. “O caminho da integração é irreversível e inexorável”, declarou Humalla na declaração conjunta à imprensa. A presidente Dilma, por sua vez, depois de comemorar o crescimento do comércio entre os dois países, com grande aumento das exportações do Brasil para o Peru, comentou que é preciso fortalecer também a parceria sul-sul.

Dilma aproveitou para defender o entendimento entre Brasil e Peru para o combate ao tráfico de pessoas que está atingindo principalmente os haitianos. Segundo a presidente, os haitianos estão sendo vítima de coiotes que os exploram quando eles tentam ingressar no Brasil, passando pelo Peru, e que os dois países querem acabar com este absurdo. “O Brasil considera muito os haitianos e não queremos que eles sejam vítimas dos coiotes e, por isso, abrimos nossas embaixadas para atendê-los”, disse Dilma.

Presidente destaca dez anos de aliança estratégica

O presidente peruano destacou a importância de serem aprofundadas as relações em áreas estratégicas e a integração oceânica ligando o Pacífico ao Atlântico. Humalla citou a necessidade de os dois países terem um acerto para que empresas peruanas possam entrar com maior facilidade no Brasil, assim como as brasileiras, no Peru. Humala pediu cooperação do Brasil para implantar no seu país o programa farmácia popular, além de outros projetos na área social.

Dilma destacou os dez anos de aliança estratégica entre os dois países e defendeu a ampliação na integração da indústria naval.

(AE)

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