O julgamento da proposta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), pela execução da pena de 21 réus condenados no processo do mensalão continua. Debates entre os ministros já duram mais de uma hora.
De acordo com Joaquim Barbosa, 18 dos réus poderiam ser presos imediatamente, sendo que dois dos ministros: Lewandowki e Marco Aurélio Mello discordaram.
O presidente da corte submeteu ao plenário a questão de ordem relativa à necessidade de manifestação da defesa dos condenados quanto à execução imediata e anunciou que por 9 votos a 2 o plenário rejeitou a preliminar de violação de contraditório. Para Roberto Barroso, o "direito ilimitado de recorrer" não existe.
Os ministros Luiz Fux e Dias Toffoli acompanharam o relator considerando desnecessário dar vista à defesa dos condenados.
Lewandowski foi o único que abriu divergência e acolheu pedido dos advogados em se manifestarem. Gilmar Mendes acompanhou relator e afirmou que providências quanto à imediata execução das penas independe de manifestação da defesa.
Por volta de uma hora e meia depois, Celso de Mello proferiu último voto e o pedido da defesa para se manifestar sobre execução imediata das penas foi rejeitado por nove votos contra e dois a favor.
(DOL)
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