A presidente Dilma Rousseff pretende utilizar na reforma ministerial de janeiro os postos políticos que serão abertos nos bancos oficiais com a saída dos titulares para disputar as eleições de 2014.
A estratégia a ser utilizada na troca de cargos no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal é semelhante à da Esplanada: assegurar o apoio dos partidos à reeleição presidencial. Nesse sentido, os cargos que ficarão vagos devem ser preenchidos por pessoas ligadas às mesmas legendas, garantindo, assim, que os partidos aos quais pertencem possam apoiar a chapa que será encabeçada pela presidente Dilma Rousseff.
São pelo menos três vagas que ficarão em aberto até lá. A Caixa perderá o vice de Pessoa Jurídica, Geddel Vieira Lima, que sairá para se candidatar ao governo da Bahia pelo PMDB. Já o Banco do Brasil ficará sem o vice de Agronegócios, Osmar Dias, que deverá disputar o Senado pelo PDT do Paraná, numa coligação com o PT. Já o vice de Governo do BB, Benito Gama, será candidato a deputado pela Bahia. Presidente interino do PTB, Gama assumiu o posto em junho. Foi uma compensação para permanecer na base de Dilma Rousseff, pois tendia a se ligar à dupla Eduardo Campos/Marina Silva, do PSB.
Histórico
O histórico dos postos distribuídos politicamente nos bancos registra a continuidade da ocupação partidária, embora com dança das legendas. Osmar Dias substituiu o hoje prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, do PMDB. Benito Gama entrou no lugar de Cesar Borges, do PR, que foi para o Ministério dos Transportes e garantiu o apoio do partido ao governo Dilma. Geddel Vieira Lima ocupou o lugar que foi do hoje ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, também do PMDB. Dos três, há a possibilidade de este último ser o primeiro a sair. Ele é adversário declarado do governador da Bahia, o petista Jaques Wagner. Ele anunciou que vai disputar o governo contra o candidato de Wagner. E o governador já disse a Dilma que não vê sentido na manutenção de Geddel no posto, visto que ele é oposição.
A Caixa é também um importante feudo do PMDB. O vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias é Fábio Cleto, apadrinhado do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
(AE)
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