Após 38 da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, uma sessão especial da Câmara Municipal de São Paulo pretende mudar a versão oficial sobre a colisão de carro que vitimou o político. Durante um pronunciamento, a Comissão da Verdade local afirmou que a morte de JK não foi acidental, mas sim um atentado político.
Juscelino faleceu durante uma colisão com seu carro, ocorrida na rodovia Dutra, no Rio de Janeiro, em 22 de agosto de 1976. A Comissão afirma que há 85 indícios, entre fatos e depoimentos, apontando que o caso foi um assassinato político.
O principal deles é um relato do perito criminal Alberto Carlos de Minas, que contou ter notado que o motorista do carro de JK possuía uma perfuração de bala no crânio. Ele afirmou que em 1996 o corpo do motorista foi exumado, quando Alberto notou a perfuração, mas que ao tentar fazer uma foto, foi impedido por policiais.
Outro depoimento importante foi o do motorista do ônibus acusado de provocar o acidente. Segundo a versão oficial, o veículo foi ultrapassar o carro de JK e acabou raspando na lateral do opala presidencial, causando o acidente.
Entretanto, o motorista, Josias Nunes de Oliveira, afirma que não se envolveu no acidente e que, na época, dois homens lhe ofereceram dinheiro para que assumisse a culpa. Ele afirma que recusou o dinheiro, mas foi indiciado pelo acidente do mesmo jeito.
Juscelino Kubitschek, junto com Carlos Lacerda e João Goulart, criaram nos anos 70 a Frente Ampla, para contra a ditadura militar. Os três morreram em circunstâncias consideradas “misteriosas” pela Comissão de Verdade da Câmara de São Paulo.
(DOL com informações de Câmara de SP)
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