O laudo entregue hoje (11) à família do militante político mineiro Arnaldo Cardoso Rocha, morto em 1973, época da ditadura militar, comprova que ele foi torturado e executado. O resultado desmente a versão oficial, de que ele teria sido morto em confronto.
O laudo expedido pela Comissão Nacional da Verdade e por peritos do Centro de Medicina Legal da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP) comprovou que o ex-integrante da Aliança Libertária Nacional (ALN) foi espancado e executado por agentes da Ditadura Militar. O laudo foi entregue durante o Fórum Mundial de Direitos Humanos, que ocorre em Brasília.
O laudo aponta que Arnaldo foi ferido por projéteis, antes de ser levado para o DOI-Codi, na rua Tutoia, Vila Mariana, onde foi torturado e morto.
De acordo com o fisiologista Marco Aurélio Guimarães, que coordenou a exumação, foram encontrados seis projéteis que ainda estavam no corpo de Rocha, além de lesões bastante peculiares. “O padrão de distribuição de simetria e bilateralidade das lesões indica intencionalidade e é altamente sugestiva da ocorrência de tortura”, afirmou.
Na versão divulgada na época, o corpo de Rocha possuía sete perfurações de bala. No laudo atual, os peritos apontam marcas de pelo menos 15 tiros, em um total de 30 perfurações.
Após a divulgação do laudo, a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, pediu que o Estado brasileiro assuma a responsabilidade pelo assassinato do militante.
(DOL)
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