Militantes petistas começaram a compartilhar nas redes sociais na tarde de ontem, uma mensagem na qual assumem os ataques contra o governador de Pernambuco e presidenciável do PSB, Eduardo Campos. Na mensagem publicada no microblog Twitter, os militantes chamam Campos de “traíra”. “Eu sou o autor da nota contra o traíra do Eduardo Campos”, diz o texto.
A guerra virtual foi deflagrada na última terça-feira, 7, quando uma nota publicada no Facebook do PT nacional chamou o possível candidato à sucessão presidencial de “tolo”, “playboy mimado” e candidato “sem projeto, sem conteúdo e sem compostura política”. Nesta quarta, 8, o governador reagiu ao artigo e disse que se tratava de um “ataque covarde”. “Enquanto os cães ladram, a nossa caravana passa”, respondeu.
Responsável por gerenciar as redes sociais do PT, o vice-presidente do partido, Alberto Cantalice, aprovou, segundo colegas de sigla, o texto com ataques a Campos antes de sua divulgação no Facebook. Cantalice disse que o artigo contra o governador foi “fruto da insatisfação” com as críticas feitas recentemente pelo ex-aliado, mas ele negou que tenha aprovado previamente o material.
Ontem, o líder petista desabafou em sua conta no Twitter. “A depender de alguns, você deve apanhar e ainda achar que é justo. Não temos essa vocação. Coerência e fidelidade aos ideais não mudam à toa!”, escreveu. Cantalice também saiu em defesa dos militantes. “Não se pode confundir: O PT é um Partido de Militantes e de Massas. Não é só partido de atuação parlamentar ou de épocas eleitorais!”, comentou.
Outro lado
Em retaliação ao texto publicado na página oficial do PT no Facebook com críticas ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, os parlamentares do PSB vão passar a votar contra todos os projetos do governo na Câmara e no Senado, afirmou o líder do partido na Casa, Beto Albuquerque (RS).
Segundo o líder do PSB, assim que acabar o recesso parlamentar, em fevereiro, haverá uma reunião para oficializar essa posição. “Não podemos continuar apoiando quem nos desrespeita, quem nos agride. Temos que ser coerentes com o tratamento que estamos recebendo”, afirmou Albuquerque.
De acordo com o deputado gaúcho, mesmo com a saída do PSB da base aliada em setembro do ano passado, o partido votou a favor dos interesses do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) em 68% dos casos durante 2013.
“Isso vai mudar agora. Vamos ser recíprocos com o que nos oferecem”, disse.
(AE)
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