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Mudam os ministros, mas não muda a política

A presidente Dilma Rousseff fará uma reforma ministerial ao retornar para o Brasil, mas a política do governo será mantida. A informação foi dada pela presidente a um grupo de executivos de multinacionais que, se reuniram com ela em Davos a portas fechada

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A presidente Dilma Rousseff fará uma reforma ministerial ao retornar para o Brasil, mas a política do governo será mantida. A informação foi dada pela presidente a um grupo de executivos de multinacionais que, se reuniram com ela em Davos a portas fechadas.

Um executivo de uma empresa norte-americana que estava presente na reunião disse que Dilma anunciou aos presentes que, na volta ao Brasil, realizará uma troca de ministros do governo. “Ela avisou, porém, que essa troca de nomes não representará mudança de rumo das políticas do governo”, disse o participante que pediu anonimato.

O mesmo executivo comentou que a presidente sinalizou que os leilões do pré-sal poderão ser interrompidos temporariamente nos meses imediatamente anteriores às eleições presidenciais. “Mas ela deixou bem claro que, passadas as eleições, os leilões voltam a acontecer normalmente”, disse.

De acordo com outro presente, um empresário brasileiro, o clima do encontro foi bastante “positivo”. Na avaliação dele, a presidente Dilma Rousseff parecia mais “solta e confortável” quando comparada com a apresentação feita por Dilma horas antes no plenário principal do Fórum Econômico Mundial.

A reunião aconteceu com o chamado “Grupo de Interação Empresarial” em uma das salas do Fórum Econômico Mundial. A reunião foi com cerca de 60 empresários. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e o assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia, estavam entre os presentes que acompanhavam a presidente Dilma.

Empresários que estavam na reunião apontaram que outro ponto levantado pelo setor privado foi justamente o protecionismo brasileiro em diversos setores.

De acordo com os empresários que participaram do encontro, muitas questões foram colocadas para Dilma sobre a questão da igualdade de condições para que empresas estrangeiras possam competir com empresas nacionais. As cobranças vieram da Shell, no setor do petróleo, de representantes do setor de saúde e de outros segmentos representados no encontro.

Na Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil será questionado a partir de fevereiro pela União Europeia por causa das medidas de restrição às empresas estrangeiras.

“Há uma certa preocupação internacional em relação ao fato de que o Brasil não dá as mesmas condições de concorrência às empresas nacionais e às estrangeiras”, indicou um executivo que estava na sala.

André Kudelski, chairman e principal executivo do grupo suíço Kudelski, de segurança digital e convergência de mídias, participou da reunião de empresários e investidores com a presidente Dilma Rousseff e também elogiou a apresentação da presidente.

(AE)

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