O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, rechaçou ontem, veementemente as acusações da existência de um esquema para acelerar a criação de sindicatos mediante o pagamento de propinas durante o período em que foi ministro do Trabalho. O suposto esquema, que teria sido retomado pelo atual ministro, o pedetista Manoel Dias, foi denunciado pela empresária mineira Ana Cristina Aquino, em entrevista à revista Isto É na edição deste fim de semana.
À publicação, a empresária, dona das transportadoras AG Log e a AGX Log Transportes, disse ter levado R$ 200 mil em uma bolsa Louis Vitton ao então ministro Lupi em 2011 para agilizar os trâmites para a criação do Sindicato dos Cegonheiros de Pernambuco (Sincepe). A ideia, segundo relatou à revista, era abocanhar contratos com as montadoras que se instalariam na região. Se o negócio prosperasse e o sindicato conquistasse bons contratos, Ana Cristina afirmou que Lupi também deveria ficar com parte do negócio.
À reportagem, Lupi afirmou não ter tido acesso ao teor das denúncias de Ana Cristina ao Ministério Público Federal, mas negou qualquer prática de corrupção durante o período em que comandou o Ministério do Trabalho e Emprego, entre março de 2007 e novembro de 2011. “Fiquei quase cinco anos no comando do ministério e não tenho nenhum processo contra a minha pessoa.”
O político negou conhecer Ana Cristina e ter recebido o pagamento de propina. “Não conheço essa pessoa, nunca tive contato com dela, nunca esteve em meu gabinete e não recebi dinheiro dela. Essa pessoa não tem a menor credibilidade”, disse
Lupi afirmou que irá à Justiça ainda esta semana com uma ação criminal contra a empresária por injúria, difamação e calúnia e com uma interpelação para ter acesso ao conteúdo denúncias feitas ao MPF.
(AE)
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