No xadrez da reforma ministerial, apenas dois ministros foram convidados efetivamente pela presidente Dilma Rousseff e estão com as suas posses previamente agendadas para a próxima segunda-feira, dia três de fevereiro: Aloizio Mercadante, na Casa Civil, no lugar de Gleisi Hoffmann, e Arthur Chioro, na Saúde, no lugar de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo. Com transmissão de um pronunciamento em cadeia de rádio e TV convocada para a noite de ontem para informar o início da vacinação contra HPV, que só começará em 10 de março, não era possível anunciar o nome do novo ministro, que irá substituir Padilha, porque isso daria munição à oposição para atacar o governo e à sua candidatura. Com isso, espera-se para esta quinta-feira o comunicado dos primeiros da lista de cerca de dez ministros que deverão ser substituídos.
Para a secretaria-executiva da Casa Civil foi convidado Valdir Simão, que já estava trabalhando no Planalto, como assessor da presidente Dilma, no cargo de coordenador do Gabinete Digital da Presidência da República. Simão e Mercadante já estão despachando juntos. O ex-secretário executivo da Casa Civil Beto Vasconcelos, que teve seu nome cogitado para retornar ao cargo, deverá ir trabalhar na campanha da reeleição da presidente.
Aloízio Mercadante passou a manhã no Palácio do Planalto e se reuniu com a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e sua equipe técnica. Os dois discutiram a agenda do Congresso, que recomeça seus trabalhos na semana que vem. Mercadante, em suas novas funções, vai ajudar na articulação política e trabalhar de forma afinada com Ideli. A ministra, até agora, está prevista para continuar no cargo, apesar de o fogo amigo do seu partido, o PT, na Câmara, estar plantando informação de que ela poderá ir para a Secretaria de Direitos Humanos.
No Planalto, as informações são de que ela permanecerá na SRI, a não ser que ela venha a enfrentar problemas com a Comissão de Ética, que ainda não concluiu a apreciação do uso de helicóptero em viagens no interior de Santa Catarina. Mas o relator do caso já apontou para a aplicação de uma advertência à ministra.
(AE)
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