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PT e PSDB disputam partidos indecisos

O presidente do PSDB em Minas, deputado Marcus Pestana, afirma que a candidatura tucana nas eleições para o governo do Estado contará com uma grande base aliada. “Seria deselegante dizer um número exato porque ainda há negociações em andamento, mas são ce

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O presidente do PSDB em Minas, deputado Marcus Pestana, afirma que a candidatura tucana nas eleições para o governo do Estado contará com uma grande base aliada. “Seria deselegante dizer um número exato porque ainda há negociações em andamento, mas são cerca de 15 partidos”, afirma. O PT, principal ameaça à quarta vitória consecutiva do PSDB no Estado, minimiza a desvantagem. “Em nenhum momento nós entendemos que o governo teria uma base pequena na disputa”, diz o presidente estadual, deputado Odair Cunha.

Com as bases das duas principais candidaturas praticamente acertadas, são poucos os partidos com futuro ainda indefinido. Por motivos diferentes, PMDB, PSD e PSB ainda são disputados. Tanto PT quanto o PSDB admitem conversas com as três legendas.

PMDB dividido

Apesar de ser lembrado pelo petista Odair Cunha entre os aliados da candidatura do ministro Fernando Pimentel (PT), assim como PC do B, PRB e PROS, o PMDB ainda está dividido. Parte da sigla defende uma candidatura própria, do senador Clésio Andrade. Outro grupo quer o apoio ao PT, que renderia aos peemedebistas a vaga de vice, além da possibilidade da candidatura ao Senado.

Os nomes do PMDB cotados para ocupar essas vagas são o do presidente do partido, Saraiva Felipe, do ministro da Agricultura, Antônio Andrade, do empresário Josué Gomes da Silva - filho do ex-vice-presidente José Alencar - e do próprio senador Clésio Andrade. “O Clésio defende a candidatura própria, mas pelas conversas que tenho tido com ele, acho que não descarta ser vice”, diz o presidente do PT-MG.

Clésio, porém, desconversa sobre as negociações. “Ele está exagerando um pouco. Conversar, a gente sempre conversa. A política mineira sempre foi feita na conversa, mas hoje só penso na candidatura própria”, disse. Mesmo assim, o senador garante que tem votos suficientes para aprovar sua candidatura na convenção do partido, que deve acontecer em junho. Entre seus aliados, ele cita algumas das principais lideranças do PMDB: Hélio Costa, Leonardo Quintão, Newton Cardoso e Saraiva Felipe.

O senador diz que o PMDB não tem dívida com o PT por causa do apoio recebido há quatro anos por Hélio Costa na disputa ao governo. Segundo ele, houve uma retribuição na eleição de 2012, quando o PMDB apoiou Patrus Ananias (PT) para a Prefeitura de Belo Horizonte. Além disso, diz que há no partido o sentimento de que não houve empenho de todo o PT no apoio ao PMDB em 2010.

(AE)

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