A troca de financiamentos bancários ficará mais fácil e segura, a partir do dia 5 de maio, com a adoção de mudanças. Por determinação do Banco Central todo o processo vai ter que ser feito administrativamente para que o cliente só precise ir uma vez no banco de destino. Além disso, o banco de origem da dívida terá um prazo de cinco dias para entrar em contato com o cliente e tentar “reconquistá-lo”, fazendo uma contraproposta, melhor do que a ofertada pela concorrência, ou seja, com juros menor.
Hoje, para conseguir a portabilidade da dívida, o cliente precisa negociar com o banco de destino, ir ao de origem, informar que vai fazer a troca e levar a documentação, para só depois conseguir formalizar a transferência.
As mudanças implantadas, de acordo com o Banco Central, pretendem incentivar a competitividade entre as empresas que operam no setor, que serão forçadas a oferecer taxas de juros mais acessíveis.
Em caso de portabilidade, fica estabelecido que o banco de destino precisa manter o valor e o prazo da operação. O cliente pode fazer uma avaliação mais precisa do custo efetivo total do empréstimo para saber se vale a pena mudar de banco. Será possível dessa forma trocar uma dívida com taxa maior por uma com taxa menor, sem alterar o prazo de pagamento. O banco de destino não poderá cobrar nenhuma taxa ou tarifa para realizar portabilidade.
Hoje, como exemplo, a taxa de juros do crédito pessoal cobrada no mercado financeiro varia de 1,93% e 22,01% ao mês, segundo dados do Banco Central. A instituição mais cara cobra até 11 vezes mais pelo mesmo produto. Um empréstimo pessoal de R$ 3 mil em 12 prestações, o cliente paga R$ 389,52 de juros com a taxa de 1,93% e R$ 5.725,32 com a de 22,01%. São R$ 5,3 mil de diferença nos juros pagos.
Há sete anos clientes podem trocar financiamentos de banco para conseguir condições melhores de pagamento. Mas a portabilidade de dívidas ganhou mais evidência no ano passado, durante o ciclo de baixa dos juros que, durante alguns meses, gerou uma guerra de taxas entre as instituições financeiras. A vantagem de trocar uma dívida por uma mais barata pode valer o esforço.
(Diário do Pará com informações de UOL/Estadão e Diário de São Paulo)
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