O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou passar tranquilidade sobre a economia brasileira a investidores norte-americanos durante uma palestra em Nova York e uma conversa com editores do jornal The New York Times.
No evento, Lula pediu confiança nos rumos da economia brasileiros e ressaltou os avanços recentes no País, como a redução da pobreza e da desigualdade social, tanto em seu governo como no de Dilma Rousseff, segundo executivos que acompanharam a apresentação, feita na Americas Society/Council of the Americas (AS/COA). A assessoria de imprensa da entidade disse que não poderia fornecer informações sobre a apresentação. A assessoria de Lula também não comentou a agenda do presidente na cidade.
Um dos participantes ouvidos elogiou a apresentação de Lula, mas diz que há em Wall Street um pessimismo com o Brasil por causa da deterioração de alguns indicadores, da falta de reformas e da possibilidade de País ser rebaixado pelas agências de classificação de risco e que é difícil mudar essa percepção de uma hora para outra.
Ao The New York Times, Lula afirmou que a nova onda de incerteza global, que tem provocado volatilidade nos mercados financeiros de países emergentes nas últimas semanas, não iria afetar “seriamente” o Brasil. Questionado pelos editores do jornal porque o Brasil não consegue atrair tantos investimentos em tecnologia como a China, Lula questionou a comparação. O ex-presidente reconheceu que o Brasil tem deficiências em competitividade, mas disse que o aumento de salários e benefícios aos trabalhadores no País melhorou a economia.
“Não queremos ser competitivos como a China é, onde não há nenhum programa de bem-estar, onde você não tem obrigação para com os trabalhadores”.
(AE)
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