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Por dia, 20 pessoas perdem função dos rins

O envelhecimento da população, o diabetes, a hipertensão e o sobrepeso vêm aumentando o número de pessoas com doenças renais. O total de pacientes que tiveram quase a totalidade da perda das funções dos rins aumenta em 8% a cada ano, gerando uma média de

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O envelhecimento da população, o diabetes, a hipertensão e o sobrepeso vêm aumentando o número de pessoas com doenças renais. O total de pacientes que tiveram quase a totalidade da perda das funções dos rins aumenta em 8% a cada ano, gerando uma média de 22 pacientes novos por dia.

O Brasil ultrapassou a marca dos 100 mil pacientes em diálise atualmente, ou seja, ligados a uma máquina para sobreviver. Só no Pará, 470 mil pessoas sofrem de alguma doença renal e, dessas, 1.400 passam por tratamento nas clínicas da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), que representa 70% do setor.
A prevenção é fundamental para conter esse avanço. O tema será trabalhado durante a semana do Dia Mundial do Rim, celebrado no dia 13 de março, no Congresso Nacional, em Brasília (DF), por entidades médica, de enfermagem e de pacientes, respectivamente, ABCDT, Soben e Fenapar.

“O sal, o açúcar e as gorduras estão entre os principais responsáveis pela situação atual. É importante o acompanhamento das doenças crônicas, afinal mais da metade das pessoas com doenças renais graves são pacientes que tiveram complicações da diabetes e hipertensão”, afirma Maria Helena Caetano, presidente da Soben (Associação Brasileira de Enfermagem em Nefrologia). Outros fatores de risco são o tabagismo e o sobrepeso.

Estima-se que entre 10 milhões e 15 milhões de brasileiros tenham algum grau de comprometimento dos rins. Além disso, 40 mil pessoas não têm acesso aos serviços de saúde e devem morrer desassistidos – observados os indicadores internacionais, como o dos países Argentina e Uruguai.

“Será preciso fortalecer a rede existente e ampliar o atendimento regional, superando os entraves logísticos e adequando o financiamento”, afirma Hélio Vida Cassi, presidente da ABCDT. O Ministério da Saúde lançou em 2013 consultas públicas para uma nova política setorial. Segundo Cassi, no entanto, será preciso construir respostas sustentáveis, que possam ampliar a prevenção, o acesso ao tratamento e o diagnóstico precoce.
(DOL, com informações da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT))
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