A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem mais uma etapa da reforma ministerial iniciada em janeiro, com troca de comando em duas pastas do governo: Secretaria de Relações Institucionais e Secretaria de Direitos Humanos. Ricardo Berzoini vai assumir a Secretaria de Relações Institucionais, até então ocupada por Ideli Salvatti, que deixa a pasta para comandar a Secretaria de Direitos Humanos. A atual ministra, Maria do Rosário, deixa o governo para concorrer às eleições de outubro. A posse dos novos ministros está marcada para terça-feira, às 11h, no Palácio do Planalto. As mudanças foram confirmadas por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social. “A presidenta agradeceu a dedicação, competência e lealdade de Maria do Rosário ao longo de seu governo e tem certeza de que ela continuará dando sua contribuição ao país”, diz o texto. Desde janeiro, Dilma fez mudanças nos comandos da Casa Civil e dos ministérios da Educação, da Saúde, da Secretaria de Comunicação Social, da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, das Cidades, do Turismo, da Pesca e Aquicultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em fevereiro, a presidenta trocou o comando da pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Já os ministros interinos da Integração Nacional e de Portos assumiram depois que o PSB entregou seus cargos ao governo em outubro de 2013. O deputado federal Ricardo Berzoini é filiado ao PT desde 1980. No primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi ministro de duas pastas: Previdência e Assistência Social, e Trabalho e Emprego. Entre 2005 e 2010, Berzoini foi presidente nacional do PT, partido do qual já foi vice-líder na Câmara. Funcionário de carreira do Banco do Brasil desde 1978, o novo ministro tem curso superior incompleto de engenharia. Bombardeada pela base aliada por conta da frágil articulação política do governo e da demora na liberação de emendas parlamentares, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, assume a Secretaria de Direitos Humanos, já na mira de lideranças do movimento gay e do próprio Partido dos Trabalhadores, que a acusam de ter pouca afinidade com os temas tratados pela nova pasta. “Ideli é uma companheira valorosa no setor sindical, educacional, mas nada tem a ver com direitos humanos, não tem o perfil para tocar essa temática”, criticou o coordenador nacional do setorial de direitos humanos do PT, Rodrigo Mondego. “Nas relações institucionais, a grande crítica feita à ministra Ideli foi em relação ao diálogo (com os parlamentares) e a SDH tem como principal característica o diálogo com os movimentos sociais.” Para Mondego, o governo cometeu um equívoco ao não discutir com os movimentos sociais o nome apropriado para suceder à atual titular da pasta, ministra Maria do Rosário. “Nomear a nova ministra da SDH sem ter nenhum diálogo com a militância do partido é um outro erro na nomeação da Ideli”,comentou Mondego. “Não fomos consultados.” Ideli e Maria do Rosário conversaram ontem por telefone para tratar da transição na secretaria. |
(Agência Brasil e AE)
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