No Dia Mundial de Combate ao Câncer, terça-feira (8), o Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou projeções nada animadoras sobre a incidência da doença no Brasil. Segundo o órgão, a estimativa é de 576.580 novos casos de câncer para 2014 em todo o país. No Norte, a incidência de câncer entre homens deve ser de 122,76 novos casos por 100 mil e entre as mulheres, esse índice deve ser de 123,03. No Pará, a previsão é de 8.630 novos casos.
De acordo com o Inca, no Norte a grande preocupação é o câncer de colo do útero, que deve atingir 23,57 novos casos a cada 100 mil mulheres, superando o câncer de mama, que deve chegar a 21,29 novos casos a cada 100 mil mulheres. Nos homens, o tumor mais frequente é o câncer de próstata, que deve começar a ser investigado a partir dos 50 anos de idade, com exame de sangue (PSA) e o toque retal.
“O toque retal é extremamente importante, pois 20% dos tumores de próstata não alteram o PSA. Quando o PSA é associado ao toque, esta taxa de erro cai para menos de 5%, daí a importância do exame, que é rápido e indolor”, explica o oncologista Sandro Cavalléro, chefe do Serviço de Quimioterapia do Hospital HSM – Centro Avançado de Oncologia.
Outro câncer que merece destaque é o de pulmão, onde o uso de cigarro é responsável por provocar 71% das mortes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Prevenção é o melhor caminho
Não usar tabaco, evitar o consumo de álcool, ingerir alimentos considerados saudáveis e se exercitar regularmente são ações que devem fazer parte da rotina das pessoas. “A atividade física, comprovadamente, diminui as chances de o indivíduo adquirir os cânceres de mama e intestino. Assim como ter uma alimentação rica em frutas e legumes combate os tumores no trato intestinal”, ressalta Cavalléro.
É o oncologista que afirma ainda que “cerca de 90% dos cânceres descobertos em estágio inicial têm chance de cura, um índice que supera qualquer estigma negativo existente sobre a doença. Apesar de todos os extraordinários avanços nessa área nos últimos tempos, nada substitui o diagnóstico precoce, que ainda é a grande chance de cura para estes pacientes”, destaca.
(DOL com informações da Assessoria)
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