Faltando menos de dois meses para a Copa do Mundo do Brasil, o número de seguranças privados no País com o treinamento necessário para atuar dentro dos doze estádios que abrigarão o torneio corresponde a apenas 20% do total exigido pela Fifa.
Dos 25 mil vigilantes privados previstos pelo Comitê Organizador Local da Copa (COL) para cuidar da segurança dos jogos do mundial, somente 5.084 em todo o País já passaram pelo curso de extensão de Segurança em Grandes Eventos e estão com a documentação em dia, segundo levantamento feito pela Polícia Federal.
O atraso nesta preparação se deve à demora na contratação das nove empresas que serão responsáveis por fornecer o efetivo da segurança privada para a Copa, que só ocorreu em março. Os vigilantes que não tiverem o certificado do curso serão impedidos de entrar nos estádios pela Polícia Federal, que já está fiscalizando as empresas contratadas pela Fifa.
Se não houver seguranças suficientes prontos a tempo, o plano de contingência do COL é que forças de segurança pública assumam a função. "Se faltar segurança privada (durante a Copa), faremos o emprego da segurança pública, da segurança armada. Mas estamos trabalhando para ter certeza que não vamos ter esse problema", afirmou Medeiros.
A entidade não detalhou, no entanto, como seria um eventual uso das forças de segurança nos estádios. Se os policiais agiriam fardados, em que parte do estádio ficariam ou se usariam armas, por exemplo. Além disso, como são esperados novos protestos como em junho e julho de 2013, as atenções da polícia estariam divididas e a utilização de armas dentro dos estádios poderiam causar outros grandes problemas.
(DOL com informações da BBC Brasil)
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