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MST lembra os 18 anos do massacre

Está montado na BR-155, na altura da “Curva do S”, em Eldorado do Carajás, o Acampamento Pedagógico do MST, que tradicionalmente acontece todos os anos para lembrar o Massacre de Eldorado, ocorrido em 17 de Abril de 1996. Naquele episódio, segundo os núm

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Está montado na BR-155, na altura da “Curva do S”, em Eldorado do Carajás, o Acampamento Pedagógico do MST, que tradicionalmente acontece todos os anos para lembrar o Massacre de Eldorado, ocorrido em 17 de Abril de 1996.

Naquele episódio, segundo os números oficiais, foram mortos 19 sem-terra, que ocupavam a rodovia protestando por terras para a reforma agrária. Mas, de acordo com os dados do MST, foram, na verdade 21 mortos e 70 feridos.

A maioria dos integrantes do acampamento pedagógico é formada por jovens que vivem nos assentamentos e acampamentos da região. Eles participam de plenárias e assistem a filmes ligados à questão da reforma agrária e direitos humanos no Brasil.
Este ano, os jovens também promoveram um ato cultural-político na cidade de Curionópolis, em lembrança dos mortos na Guerrilha do Araguaia.

Uma das líderes do movimento, Gelza Morgado, detalha a importância de lembrar o massacre todos os anos: “É um momento para relembrar do massacre de Eldorado, pra fazer com que a sociedade, principalmente na nossa região, não esqueça esse ato muito triste que aconteceu no dia 17 de abril, há 18 anos”.

Ainda de acordo com Gelza Morgado, o ato desta quinta-feira homenageia vários mártires das reforma agrária: “Esse evento não lembra exclusivamente uma liderança específica, mas também outras lideranças que são criminalizadas por, justamente, contribuir na busca dos direitos humanos. Então várias lideranças são lembradas, tanto aquelas que já foram assassinadas, como também outras que ainda são criminalizadas nesse nosso país”.

A programação desta quinta-feira começa com um culto ecumênico e um ato político. Haverá também pequenas interdições na rodovia em alguns horários, principalmente no final da tarde, hora em que ocorreu o Massacre.

“É uma forma também de as pessoas lembrarem porque estão ali. É o momento para refletir porque essas coisas não podem mais acontecer no nosso País. Então em alguns momentos será fechada sim a rodovia, então as pessoas têm que se organizar justamente pra esses momentos”, explica Gelza.

(DOL, com informações de Michel Garcia)

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