A mãe do dançarino Douglas Pereira 26, conhecido como DG diz ter sido ameaça de morte hoje, na zona sul do Rio. Maria de Fátima da Silva estaria caminhando no entorno da lagoa Rodrigo de Freitas quando foi abordada por um homem, que a ameaçou.
DG morreu durante confronto entre policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, e bandidos, há uma semana. A morte provocou uma série de protestos, que terminaram na morte de um outro rapaz da comunidade, além de veículos incendiados.
A mãe do dançarino afirmou que o homem que a ameaçou passava de carro e tinha uma tatuagem no braço (um dragão) e uma pistola. Ela disse ainda que a pessoa era branca, musculosa e de olhos castanhos. "Ele falou pra mim assim: eu vou calar sua boca. Se você não calar, eu vou calar", disse. Ela foi à delegacia para registrar queixa por ameaça.
Investigação
Mais cedo, o delegado Gilberto Ribeiro, da 13ª DP (Ipanema), que investiga a morte de DG, disse acreditar que houve uma troca de tiros no local onde o corpo de DG foi encontrado morto. Peritos da Polícia Civil do Rio encontraram marcas de tiros nas paredes da creche onde o dançarino estava caído. Os peritos ainda encontraram munição de calibre ponto 40. Essas munições serão confrontadas com as armas dos 10 policiais da UPP que foram apreendidas pela polícia. Ainda foram encaminhados 50 projéteis das armas dos PMs que serão comparados com a munição encontrada na favela.
DG foi encontrado morto, com um tiro nas costas, no interior de uma creche. Há previsão para que a perícia seja concluída em 30 dias.
(Folhapress)
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