Protegido até então pelo aumento da renda, o comércio varejista já dá sinais de esgotamento e registrou queda de 0,5% de fevereiro para março, na comparação livre de influências sazonais (típicas de cada período). O dado foi divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (15).
Em fevereiro, o indicador havia ficado estável, após crescer 0,4% em janeiro. Com isso, o comércio apresenta estabilidade no trimestre em relação aos três últimos meses de 2013. O varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, perda de 1,1% ante março de 2013. Foi o primeiro resultado interanual negativo depois de 12 meses de crescimento. Ainda assim, o comércio acumula alta de 4,5% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado e também de 4,5% nos últimos 12 meses.
O comércio já dá sinais de perda de ritmo após um longo ciclo de expansão. O recuo em março e a estabilidade em fevereiro já indicam o peso de juros mais altos, crédito mais escasso e caro e menor confiança de consumidores. Nos resultados de fevereiro para março, três das dez atividades pesquisadas obtiveram resultados positivos nas vendas: móveis e eletrodomésticos (1,5%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,5%).
Tiveram queda outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%); veículos e motos, partes e peças (-0,6%); tecidos, vestuário e calçados (-0,8%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,0%); combustíveis e lubrificantes (-1,5%); material de construção (-3,1%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%). O fato do Carnaval neste ano ter caído em março também reduziu o número de dias úteis e afetou o desempenho de alguns setores.
(DOL com informações da Folhapress)
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