O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (30) que, até setembro, 2,1 milhões de pessoas na Grande São Paulo não serão mais abastecidas pelas águas do Sistema Cantareira. Normalmente, o sistema abastece 8,8 milhões de pessoas, segundo a Sabesp.
O motivo é a falta de chuvas que reduziu as reservas nas represas que formam o sistema. De acordo com o tucano, essa população será atendida por outros sistemas de abastecimento, como os já utilizados Guarapiranga e Alto Tietê.
Atualmente, de acordo com o governador, 1,6 milhão de pessoas já recebem água dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê. No Sistema Cantareira, a água já usada é reserva do "volume morto", que fica abaixo das comportas do sistema.
Alckmin também comentou a decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro, que nesta quinta-feira (29) deu 72 horas para que o governo paulista se posicione sobre a proposta de usar água do rio Paraíba do Sul para levar até o Cantareira.
De acordo com o tucano, 87% da população de São Paulo reduziu o consumo de água em SP.
"Olha, nós vamos prestar todas as informações [para a Justiça Federal]. Há muita desinformação. Ninguém vai tirar um litro do Paraíba do Sul. Não há transposição de água. O que será feito é interligar os dois reservatórios, que é o que o mundo inteiro faz, porque aumenta a capacidade de reservação", disse o tucano.
Segundo o governador, o Sistema Cantareira "é pequeno" se comparado ao Jaguari do rio Paraíba do Sul. A capacidade de reserva de água do Cantareira, segundo a Sabesp, é de 1 trilhão de litros.
(DOL com informações da Folhapress)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar