A presidente Dilma Rousseff minimizou os protestos que devem se intendificar em junho por causa da Copa do Mundo. Dilma afirmou ter "absoluta certeza que o nosso povo vai fazer como sempre fez, vai juntar os amigos, vai juntar a família, comprar uma cervejinha, ligar a televisão e assistir à Copa torcendo para nossa seleção", declarou a presidente durante a cerimônia de entrega de entrega de máquinas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Poços de Caldas, Minas Gerais.
Dilma também fez alusão às reivindicações dos manifestantes, que exigem mais investimentos em áreas sociais como saúde, educação e transporte, ao afirmar que muitas das obras realizadas para a realização da Copa "ficam para o povo brasileiro". "Pensem comigo, ninguém que visita o Brasil sai daqui e volta para seu país com estádio na mala, com aeroporto, com obras de mobilidade urbana, como o BRT e os metrôs, não", comentou.
A presidente fez essas declarações no momento em que no Rio de Janeiro e Brasília, duas das 1doze cidades que serão sedes do Mundial, dezenas de manifestantes começavam a concentrar-se para novos protestos.
Na terça-feira passada, duas mil pessoas também tentaram chegar ao Mané Garrincha com seu protesto, mas foram contidos por um cordão de policiais, que reprimiu a manifestação com a cavalaria e o uso de gás lacrimogêneo.
A essa manifestação uniu-se um grupo de índios, com seus rostos pintados e armados de arcos e flechas, que enfrentou a polícia. No meio desses distúrbios, um dos agentes de cavalaria ficou levemente ferido por uma flechada, cujo autor não pôde ser identificado.
(DOL com informações da Revista Exame)
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