Em depoimento à polícia, o publicitário Eduardo Martins, 47, acusado pela morte do zelador Jezi Souza, 63, disse que trocou socos com o funcionário do prédio após ele ameaçar de morte seu filho, de 10 anos. Além disso, o publicitário confirmou que teve diversos desentendimentos com o zelador nos últimos dois anos, por causa de vaga na garagem, não entrega de correspondência e suposto furto de jornais. "Era algo proposital", disse Martins.
O zelador sumiu na última sexta-feira (30) e seu corpo foi encontrado esquartejado e queimado numa casa em Praia Grande (litoral paulista) na segunda-feira (02).
Martins disse que a morte de Souza foi acidental e que ocorreu após ele cair durante a briga e bater a cabeça no batente da porta. O publicitário disse que, ao ver o zelador morto, decidiu levar o corpo para a casa de seu pai, em Praia Grande, esquartejá-lo e queimá-lo.
A Polícia Civil, no entanto, encontrou na última terça-feira (3) um revólver calibre 38 sujo de sangue. A arma estava na casa de Praia Grande. A hipótese em investigação agora é que Souza tenha sido assassinado com coronhadas na cabeça. Eduardo Tadeu foi preso em flagrante queimando partes do corpo do zelador em uma churrasqueira, após cortá-lo com um serrote.
Esposa nega participação no crime
A advogada Ieda Cristina Martins, 42, esposa de Eduardo Martins, foi solta em São Paulo na noite desta terça-feira (03), após seu marido tê-la inocentado do assassinato do zelador Jezi de Souza.
Ieda estava presa no 89º DP, no Morumbi, zona sul da capital. Em vídeo gravado momentos após ser preso, em Praia Grande, o publicitário diz que a mulher não sabia do assassinato.
A polícia continuará investigando a participação da advogada no crime. Ieda é suspeita de ocultação de cadáver, o que ela nega.
(DOL com informações da Folhapress)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar