No final dos anos 80 e início dos 90, se já era difícil prever os preços da semana seguinte, quem dirá do mês ou ano seguintes.Por isso, as famílias não tinham muito como fazer planos, fosse para uma viagem de estudos ou a compra de um imóvel.
Planejar férias em família era um exercício de futurologia: Quanto custará um almoço? Quanto será a passagem de ônibus?Também havia pouco estímulo para poupar. Temia-se que o valor poupado fosse corroído pela inflação ou que as regras para as correções das aplicações bancárias fossem mudadas.
Com a estabilidade, os brasileiros ampliaram sua capacidade de planejar o futuro."Em parte esse costume brasileiro de deixar tudo para a última hora também pode ser considerado um legado desses anos de inflação alta", diz Rubens Ricúpero, ministro da Fazenda na implantação do real.
(DOL, com BBC Brasil)
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