A expansão do crédito dos últimos anos - que permitiu a muitos brasileiros comprar pela primeira vez TV, geladeira, carro ou casa - também foi possível em parte graças à estabilização e controle da inflação pós-real.Nos anos de alta de preços de dois, três ou quatro dígitos, o crédito era muito mais caro e escasso.
Os bancos tomavam recursos a prazos curtos e também preferiam emprestar a prazos curtos, como lembra Persio Arida, um dos "pais" do real e sócio do banco BTG Pactual."Simplesmente não havia crédito para comprar casa ou carro", diz Arida."E mesmo se você conseguisse um empréstimo, não havia como garantir que seu salário acompanharia o valor das prestações, constantemente reajustado", diz Clemens Nunes, da FGV."Até o cartão de crédito só era usado como último recurso, já que chegava a cobrar juros mensais de 30% ou 40% ao mês."
(DOL, com BBC Brasil)
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