A presidente Dilma Rousseff afirmou neste sábado (12) que o futebol não pode e não deve ser estatizado e que o governo quer ajudar a modernizá-lo.
"O governo não quer comandar o futebol, pois ele não pode, nem deve ser estatal. Queremos ajudar a modernizá-lo. Contem conosco para isso", disse a petista em sua conta no Twitter. A declaração da presidente acontece após o candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves (MG) insinuar que o governo tem a intenção de se apropriar do futebol brasileiro.
Na quinta-feira (10), Dilma defendeu uma renovação do futebol brasileiro, e seu ministro do Esporte, Aldo Rebelo, sinalizou que o governo pretendia criar projetos de lei que ampliem a participação do Estado na gerência do esporte. Na sexta-feira (11), o tucano atacou a ideia de uma intervenção no esporte e afirmou que o "país não precisa da criação de uma 'futebras'" e afirmou que a petista age com "oportunismo" ao defender, agora, uma reformulação. "Nada pode ser pior do que a intervenção estatal. O país não precisa da criação de uma 'Futebras'. Precisa de profissionalismo, gestão, de uma Lei de Responsabilidade do Esporte", disse Aécio.
Neste sábado, Dilma disse que quer acabar com a Futebrax e deixar de ser um mero exportador de talentos. "Os que queriam transformar a Petrobras em Petrobrax, desvirtuam, agora, nossa posição de apoiar a renovação do nosso futebol. O Brasil não quer criar a Futebrás. Quer, sim, acabar com a Futebrax e deixar de ser um mero exportador de talentos". A presidente também comentou na rede social que o futebol deve receber mais investimentos em infraestrutura para que os jogadores não sejam exportados tão cedo.
"Devemos ampliar oportunidades para nossos craques jogarem no Brasil, dando a eles as mesmas condições do mercado internacional. As oportunidades devem ir das divisões de base ao nível profissional. Só assim garantiremos que jogadores de excelência fiquem no Brasil. Temos um imenso talento e amor pelo futebol. Temos agora os melhores estádios. Com renovação, teremos sempre o melhor futebol do mundo", afirmou a petista.
Por fim, Dilma destacou que o investimento no futebol fará com que o Brasil tenha uma das maiores bilheterias do esporte. "O futebol, que é atividade privada, precisa ter as melhores práticas da gestão privada, nas áreas comercial, financeira e futebolística. Somos uma das maiores economias do mundo e podemos ser uma das maiores bilheterias do futebol".
(DOL, com informações da Folhapress)
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